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edição 31 de Mar/08 |
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Realizando sonhos... |
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Sai Cartela Cecal de Cores 2008/2009 |
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O Comitê Brasileiro de Cores (CBC), através de sua presidente e colorista Elisabeth Wey
, apresentou durante a Semana Internacional da Cor, no último dia 18, a nova Cartela de Cores 2008/2009 do Centro de Estudos de Cor para a América Latina (Cecal), que assinala os padrões e as tendências a serem adotadas
em produtos dos segmentos da construção civil, arquitetura e decoração. Lançado bienalmente, o material visa nortear projetos de profissionais, especificadores e consumidores do setor. Assim, o
CBC, juntamente com um grupo de profissionais voltados a pesquisas, planejamento e coordenação cromática, define as tonalidades que deverão ser
aplicadas em produtos industrializados para, depois, em conjunto com o Cecal, estudar as tendências regionais e as aplicabilidades mercadológicas, acompanhando o mercado empresarial. Com o apoio de indústrias como
Merck, Bayer, Ciba e Basf, a equipe viaja por diversos países visitando as principais feiras das indústrias de construção civil, têxtil e automobilística para coletar dados que
embasarão o trabalho. Por fim, a análise da realidade que está por vir e a leitura de cores básicas e suas tonalidades derivantes, agregadas à viabilização industrial de matérias-primas
existentes no País, possibilitam a criação de novas cartelas, sempre entrosadas com o mercado brasileiro. Com tamanho maior e design gráfico totalmente inovador, a cartela temporada
2008/2009 segue a mais nova corrente da modernidade, explorando o preto como fundo e seus conceitos de sustentabilidade e economia de energia. Traz 26 cores divididas em quatro
grupos de comportamento, todos baseados no tema "Realizando sonhos", abordando o gosto pela fantasia e pelo imaginário. São eles: Ecotom, Ludis, Neogolden
e Maximini. |
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Qual o tom? Verdes das matas fechadas, azuis de águas cristalinas, amarelo do sol escaldante,
terracota de terras secas? Tudo isto e mais um pouco. Brasil, terra multicolorida, berço original do mundo tropical com sua reserva florestal, a maior do mundo. Buscando oxigênio, água potável,
limpeza, clima ameno e alimentos naturais, o homem parte para o grande desafio de permanecer no planeta Terra, em estado de graça, sem perder as mordomias da modernidade. Ecologia vira sustentabilidade
. Sustentar sem desequilibrar, preservando conforto e bem estar tão desejados. Inúmeros ensaios e tentativas que levam a reciclar, armazenar gás carbono, modificar emissões de energia, mover com água
e outros meios naturais orgânicos, economizando energia. O novo progresso chega para ficar. Cada vez mais adeptos partem para esta batalha difícil e antagônica, a Era do Verde
, fator determinante da tendência Ecotom. Entusiastas do naturalismo doméstico investem em aparelhos que consomem menos energia e em produtos biocorretos, levantando a bandeira do engajamento
social atual. O mundo está lotado e cheio de problemas, mas o homem driblando dificuldades, assim como os animais irracionais, se adaptarão às realidades externas extremas, criando e inventando coisas
impensáveis, como acabar com a poluição. Viva a bicicleta do século XXI! Os tons verdes são apostas certas, seguidos do preto e dos neutralizados, propondo a união dos brasileiros em busca de nova
identidade. |
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As Cores do Nosso Brasil Nosso Brasil é
multicolorido de norte a sul, de leste a oeste. Inclui municípios como Rio Branco (AC), Monte Negro (RO), Barra do Ouro (TO), Amarelas (CE), Rio Tinto (PB), Água Preta (PE), Mar Vermelho (AL), Serra Dourada
(BA), Auriverde (GO), Pedra Azul (MG), Rio Pardo (SP), Terra Roxa (PR), Ouro Verde (SC), Nova Prata (RS). É nosso Brasil amplocolorido. Nosso Brasil é supercolorido: clubes alvinegros, azulões,
tricolores, e canarinhos, dourados, verdões. Natureza exuberante, escolas de samba, bandeirinhas do Volpi, mulatas de Di Cavalcanti. Absurdos como rosas celestes, arroz preto, bananas rubras.
Tons exóticos, sofisticados, elegantes, surpreendentes: ardósia, castanho, ferrugem, fúcsia, índigo, jambo, lilás, magenta, ocre, oliva, púrpura, rosa, rubro, salmão, turquesa, urucum, violeta, e tantos
outros. É o nosso Brasil pluricolorido. Nosso Brasil é globocolorido, com seus habitantes negros, pardos, morenos, marrons, acastanhados, vermelhos, amarelos, brancos. Estes, aliás, nem são
verdadeiramente brancos. Sua pele é bege; ao se assustar, esverdeia; com raiva, cora-se de vermelho; exposta ao sol, se bronzeia; em pânico, aí sim, fica branquela; em crise respiratória, azula; na
doença, transforma-se em amarela, e, no fim, decai em cinzenta. Tudo e todos se mesclam, interagem, misturam. É o nosso Brasil intercolorido. Nosso Brasil também é extracolorido. Com nossos antepassados
tão variados, somos mais alegres, pacíficos, tolerantes. Então, são ridículas as propostas de se tentar classificar as pessoas de acordo com a cor da pele. Ridículas e impossíveis. Estas fúteis
iniciativas criarão inéditos racismos, preconceitos e distinções, exatamente o que alegam evitar. São medidas irreais, desnecessárias e injustificadas. A origem de todos é igual. Não desbrasileirizemos
nossa Pátria policolorida, hipercolorida, mundicolorida, mas orgulhemo-nos dela."Hans Freud" |
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Brincar, rir, viver feliz ! Quem não gostaria de poder dar basta a contratempos e dificuldades do tempo cotidiano? Este
movimento caminha a passos largos para concretizar um comportamento lúdico e sonhador, que norteia o dia a dia de seus adeptos. Sucesso para histórias em quadrinhos e desenhos animados que passam pelas
imagens, emoções da vida adulta. Adultos que não querem amadurecer vivendo a eterna adolescência, são os personagens desta tendência. Fugindo da realidade realçam o mundo imaginário das fábulas, onde tudo é
possível e quase sempre o final é o previsível. Abusando de tons fortes, usa e abusa de grafismos coloridos que envolvem a forma principal, dentro de um contexto onírico. Quem não quer
ter um Aladim, gênio da lâmpada mágica que atende aos desejos de seu dono, a um simples toque. Parece simples para estes que acreditam no bem estar da diversão e do lazer, deixar a vida correr mais leve e
solta em busca da eterna felicidade. |
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Privilegiar uma estética de excessos é a vez, o que permite inventarmos coisas que não existem e que se tornarão únicas.
Temos o hábito de dizer que a arquitetura cria lugares imaginários de uma realidade, portanto projetos devem nascer da imaginação alimentada pela emoção. Fazer novas escolhas reais, cotidianas, podem
transformar o mundo. Somos passageiros de histórias onde a herança, hospitalidade e beleza embasam o tripé do nosso desenvolvimento arquitetônico. Antes de tudo é preciso sabermos a origem das coisas.
Cada vez mais se privilegia um produto exclusivo. Perpetuar uma identidade possibilita a continuidade formal de uma história, onde a beleza pode destruir antigas crenças, fabricando outras verdades. Formas,
medidas e cores transformam-se atingindo proporções emocionais que aguçarão sentimentos escondidos. Alongar, aumentar, distorcer ou então minimizar, microscopizar modificam a estética de vez. Tudo que estava
grande ficará maior, e menor o que já estava pequeno e reduzido. A busca da nova tendência extravagante de excessos influenciará grandes projetos, visto que está sendo aplicada em locais marcantes da elite
mundial. Poder viver a realidade com profundidade permitirá sairmos da banalidade tanto do underground quanto do overground. Quebra-se normas de uma sociedade onde se quer parecer todos iguais. Menos
rebelião e mais revolta permitindo viver experiências excepcionais. Viver mais, mais intensa e profundamente possibilitarão um encantamento do cotidiano. Tendência de vanguarda especula o design
patrimonial reeditado em novas dimensões com matérias-primas totalmente originais sobre efeitos óticos muitas das vezes tridimensionais. |
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No filme A Era do Ouro, que retrata Elizabeth I no ápice de seu reinado, encontramos a representação fiel da
ostentação e extravagância típicas do Barroco. Ouro em todas expressões, brocados, rendas, bordados e purpurinas recheiam o conteúdo formal de uma época. A necessidade da aparência para marcar o poder
acontece de tempos em tempos e marca o final de um ciclo. Está na hora de usarmos todos os recursos desses ornamentos, aproveitando os efeitos provocados pela suntuosidade da decoração. O clean
dá vez a tudo que estiver guardado no baú. Tempo de comemorações! Tim tim... à você ! As pessoas Neogolden são tradicionais e apegadas ao seu patrimônio. A adaptação dessa tendência na modernidade
está gerando uma série de novos produtos. Do pedaço de uma boa forma constrói-se um surpreendente elemento. O contraste aparece quando o que é moderno e prático não desaparece da rotina. Copos, xícaras,
garrafas, bandejas, tudo à vista, à disposição dos convidados.
Vale lembrar que as cores aqui apresentadas são referenciais, podendo haver divergências da cartela original. Mais informações :
www.corcecal.com.br
Assessoria de Imprensa: Cecilia Araujo Nicolau Amaral Comunicação
cecilia@nacom.com.br Tels.: (11) 3032.6590 / 3814.5260
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