A nova Editoria de nossa revista é livre, interativa e completamente aberta para nossos leitores. Neste espaço você
encontra artigos, trabalhos interessantes de profissionais da área, entrevistas e muito mais! Aproveite e participe, dando sugestões de temas! Hoje vamos falar do Porcelanato... O mercado através do desenvolvimento da cerâmica No mundo contemporâneo, a história da cerâmica já é dividida em diversas fases, entre essas o desenvolvimento do
Porcelanato. Estado mais bem resolvido e tecnologicamente mais moderno da cerâmica. Um produto que movimenta o mercado e a cada ano cresce em dimensão, volume e principalmente design. No Brasil... A primeira indústria a investir em tecnologia e
inaugurar uma fábrica em 1996 foi a Cerâmica Eliane
. O investimento de U$ 17 milhões deu início a uma produção média de 70.000 m² por mês. Hoje o
grupo produz 200.000 m²/ mês, o que os coloca como líderes de produção. A partir do momento que a primeira indústria se instalou em território nacional, outras grandes
empresas seguiram o mesmo caminho. Portobello, Cecrisa, Gyotoko, a
Batistella, e mais recentemente a Biancogres, a alemã Gail, que se estabeleceu no Brasil em 1972, e a Incefra com o Porcelanato In Out.Segundo o consultor cerâmico Marco Diehl, "a indústria brasileira de revestimentos foi uma das que mais se
desenvolveu tecnologicamente. Nossas fábricas possuem os mais modernos e produtivos equipamentos à disposição no mercado mundial".
Para Marco, o movimento do mercado se justifica também por uma população crescente, na faixa dos 25 a 50
anos, economicamente ativa o que justifica o boom da construção civil, sem precedentes no Brasil. "Mercado
desejado inclusive pelas grandes construtoras, algumas direcionando até 92% dos seus investimentos na busca
por clientes da classe média", diz. Esses dados apontam que o mercado nacional deve manter-se aquecido por pelo menos quatro anos.
(*) Foto (Instalada no Civit II, no município de Serra (ES), a Biancogres tem capacidade produtiva
equivalente a 18 milhões de metros quadrados de revestimentos cerâmicos por ano. Construída em uma área de 281 m², a Indústria gera 312 empregos diretos e mais de 1,5 mil indiretos). Desenvolvimento...
A criação, a pesquisa e o feeling dos profissionais de design transformam os produtos em verdadeiras obras de arte. O objetivo é sempre se destacar, enfatizar a originalidade que existe em cada equipe
de desenvolvimento das indústrias brasileiras. Buscar referências, transformá-las e interpretar tendências mundiais são algumas tarefas que nossos designers realizam.
Nestes últimos anos as forças ficaram voltadas principalmente para o desenvolvimento da criatividade para o porcelanato. Mesmo as fábricas que instalaram a tecnologia do
porcelanato há um ou dois anos, já participam de feiras internacionais e exibem produtos atualizados e com design competitivo. A Incefra, por exemplo, baseia-se na pesquisa de
tendências; nas impressões colhidas durante participações em feiras internacionais; nas indicações e desenvolvimentos internos e na intuição de uma equipe de profissionais envolvidos. (*) Fotos (linha de produção e fornos, cedidas pela Biancogres)
A Biancogres "tenta traduzir ao produto beleza, leveza e praticidade, tudo isto voltado também para o lado
comercial e para a viabilização econômica do produto", explica Ronaldo Ferrari gerente nacional de vendas da
empresa, que mostra que o designer deve se preocupar também com o processo de aceitação e vendas no mercado.
Porcelanato...
Surgiu na Itália, conquistou a Europa e quando chegou ao Brasil, logo se desenvolveu. É uma tendência mundial
em pisos e revestimentos, é sofisticado, absorve menos sujeira, água e possui cortes retificados que deixam o acabamento perfeito para o rejunte.
O produto é obtido através da utilização de matérias-primas de grande pureza, é submetido a um tratamento térmico superior a 1200 oC e possui altíssima resistência à abrasão e produtos químicos. Abaixo alguns exemplos de indústrias que desenvolveram porcelanato no mercado nacional recentemente.
Porcelanato InOut bege, 45x45, linha Têxtil da Incefra. Inspirado em tecidos e fibras têxteis, este produto é indicado para ambientes internos. O brilho é controlado com proteção telada.
Porcelanato InOut pátina, 45x45, linha Madeira Nobre da Incefra. Inspirado nas madeiras nobres e raras, este produto é indicado para ambientes internos. O
acabamento é acetinado como uma madeira levemente aplainada.
Porcelanato InOut cimento, 45x45, linha Conceito da Incefra. Inspirado nos piso
de cimento queimado, este produto é indicado para ambientes internos. É recoberto com granilhas especiais finalmente moídas.
A Gail
, empresa especializada em pisos e revestimentos cerâmicos, entra para o mercado de porcelanatos ao
lançar a coleção Originale. Composta pelas linhas Artigiano, Interni, Durata e Piantare, a coleção apresenta cores naturais como bege, branco e cinza e textura inspirada em peças artesanais.
A linha Artigiano apresenta traços rústicos do ambiente contemporâneo. Sua superfície é lisa com suaves relevos, que mesclam tonalidades de marrom, branco e bege em uma mesma composição.Dimensões: 457x457x9 mm
A linha Interni, idealizada para ambientes internos com baixo tráfego de pessoas, possui superfície acetinada e cores claras (marrom, bege, branco
e areia), que conferem um tom clean ao dia-a-dia e proporcionam leveza ao porcelanato.
Porcellanato Spazio Grigio, da Biancogres: versatilidade aliada à alta durabilidade. O efeito visual é semelhante ao cimento, o que concede ao produto a neutralidade e a versatilidade necessárias
para composições nos mais variados ambientes. A referência faz parte da recém-lançada Linha Alta Performance, cujos produtos são marcados pelo alto grau de durabilidade e de resistência, o
que os torna ideais para uso, também, em áreas de tráfego intenso. Produzido no formato 52 x 52 cm, o preço do metro quadrado do Spazio Grigio é R$ 45.
Outras empresas, como a
Mosarte, entram agora no mercado, inclusive apostando em produtos importados.
Recém lançados em feira nacional, a linha traz uma coleção básica, além de opções de telados, faixas, tozetos,
cantos e rodapés, com padrões e desenhos diferenciados. Os Porcelanatos Mosarte se destacam ainda pela aplicação da tecnologia Nanotec
, que garante a mais alta impermeabilização das peças. Na prática, isso representa maior facilidade de manutenção e menos preocupação com manchas e riscos.
O porcelanato Randar possui um efeito têxtil que lembra um papel de parede com desenho de rendas em relevo.
As peças Box, da Mosarte, com cortes geométricos trazem texturas com motivo têxtil que remetem a um tecido ou papel de parede.
O porcelanato Amazzon, importado pela Mosarte, destaca o design italiano na reprodução perfeita das tradicionais tábuas de madeira para o revestimento de pisos e paredes. O aconchego natural das madeiras de
demolição é recriado em peças retangulares de 16,5 x 100 cm, em duas tonalidades -, que compõem com versatilidade os mais variados ambientes.
Entrevista... O gerente nacional de vendas da Biancogres, Ronaldo Ferrari,
responde algumas perguntas para a equipe Revestir. Ronaldo fala sobre o mercado dos revestimentos no Brasil, reforça a importância das normas técnicas para o Porcelanato criadas este ano
no país e conta como funciona o processo de desenvolvimento do produto na fábrica. Como você enxerga o crescimento deste segmento?
O Brasil possui uma demanda reprimida muito grande, um déficit habitacional, a oferta de crédito tem melhorado progressivamente. Investimentos estrangeiros de retorno em longo prazo também fazem
parte do cenário atual. Com isso, nosso segmento deve apresentar um crescimento grande. Quando começaram produzir porcelanato?
O porcelanato começou no Brasil há aproximadamente 12 anos, nós da Biancogres iniciamos nossa produção há 1 ano. Qual a diferença entre o porcelanato e a cerâmica comum?
O porcelanato é tecnicamente superior à cerâmica convencional, são usadas matérias primas nobres que
conferem ao produto características técnicas que permitem ampliar o leque de utilizações e o desenvolvimento de
produtos, com um grau de complexidade maior, traduzindo-se em produtos mais belos e muito semelhantes a pedras naturais.
Como funciona a parte de desenvolvimento? Vocês começam pelas pesquisas de tendências e depois colocam em prática para ver se é possível realiza-la?
O desenvolvimento segue pelas identificações de novas tendências em nível global. Tenta-se traduzir ao produto
beleza, leveza e praticidade, tudo isto voltado também para o lado comercial, para a viabilização econômica do
produto. Recebemos informações de vários canais, temos constantemente pessoas "antenadas" ao mercado
alimentando-nos com estas informações. Um novo produto antes de ser lançado passa por várias fases, uma vez definido qual o produto, a área do desenvolvimento entra junto à área industrial para executá-lo. Como se fosse uma receita de bolo, como funciona o processo de desenvolvimento do produto até que ele esteja pronto para o consumidor?
a - Identifica-se o produto por meio de vários canais, pesquisas, etc.. b - Faz-se estudo de viabilidade econômica c - Realiza-se testes em escala laboratorial
c - Realiza-se testes em escala industrial d - Depois de toda aprovação, inicia-se a produção e - Repasse de amostras aos canais de distribuição
Quais as vantagens de se colocar Porcelanato no projeto? O porcelanato, por ser um produto tecnicamente superior, confere ao projeto uma segurança maior no quesito
qualidade e, principalmente, os produtos são muito mais elaborados e complexos, traduzindo-se em ambientes mais requintados e belos.
Nós vimos que este ano, foram apresentadas regras gerais para que o porcelanato pudesse ser aprovado. Vocês acham que estas regras são viáveis? Existe uma maneira de controlar? Como?
Esta nova norma para porcelanatos nasceu da necessidade de se padronizar o produto e evitar que produtos
inferiores sejam classificados como porcelanato. As regras são viáveis e os controles perfeitamente factíveis
através dos ensaios que, no nosso caso, já eram normais dentro de nosso processo. Nosso porcelanato atende
todas as exigências desta norma e na maioria delas somos até mais rígidos, garantindo o conceito de qualidade total.
A tecnologia ainda é muito diferente de outros países? Como você acha que o Brasil caminha em relação a países como a Itália?
No Brasil temos empresas com parque industrial que possuem equipamentos de ponta, com a mais alta
tecnologia. No nosso caso utilizamos equipamentos italianos que são os mais modernos. A Itália se destaca hoje
como o maior e melhor produtor de equipamentos para cerâmica. O Brasil já possui um nível de capacidade de
tecnologia em nível italiano. No que se refere à capacidade produtiva, já somos o quarto produtor mundial. Você acha que ainda há um caminho a seguir?
O Caminho que o Brasil tem trilhado está na direção correta, investimento em alta tecnologia, aumentando nossa
competitividade, lançamentos inovadores. O Brasil, inclusive, também se destaca como criação de novas
tendências. Na Biancogres continuaremos crescendo sem perder o foco, ou seja, produtos com alta qualidade e desempenho, além de preços competitivos.
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