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edição 11 de Ago/08 |
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Muito mais que um desafio! |
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Novas idéias no Festival de Dança e a Feira da Sapatilha Por Joyce Diehl (*) |
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Não há de se negar que em alguns momentos da vida aparecem desafios que nos fazem crescer, conhecer coisas novas, inovar
nossas idéias, ou enfim, tirá-las do limbo de uma produção por vezes acomodada e colocá-las em prática. E como são gratificantes! Meu maior desafio neste ano – tão cheio de outros tantos desafios, como a
minha volta aos bancos escolares depois de mais de 20 anos de formada – foi o convite para repaginar a Feira da Sapatilha, evento paralelo ao
Festival de Dança de Joinville (SC), o maior festival de dança do mundo, segundo o Guiness Book, e
que já completa 26 anos de existência. Não me meti nesta sozinha: contei com a parceria – no sentido mais integral da palavra - da designer Rejane Machado, e com toda a sua experiência e
paciência frente a este trabalho. Mas nem eu e nem ela, imaginávamos o tamanho do novo mundo que nos esperava. Repaginar
– de nova paginação, de alteração de texto, de formato - não seria a palavra correta para o trabalho que foi feito. Talvez desconstruir, repensar, reestudar, propor (este
no sentido de aventurar-se). Isso! Propor! Propor uma nova - novíssima – proposta para o evento. |
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Flexibilidade, movimento, cor
Estas foram algumas das premissas para que o projeto de reestruturação ( no sentido de remodelar) da Feira da Sapatilha 2008
viesse à tona. Atingindo um público alvo representado na grande maioria por bailarinos e outros tantos admirados desta arte, estes predicados estiveram presentes desde a nova logomarca de feira , passando pela comunicação visual, indo até a criação de ícones de identificação dentro do pavilhão. A
cor esteve sempre presente marcando os setores por tipo de uso ou interesse - produtos para dança, artesanato, institucionais, apoio, alimentação. Aparece na identificação aérea (
banners) e de piso (adesivos), onde os ícones - criados especificamente para a ocasião – se destacaram. |
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Até comprar... Palavras e formas
entram nesta composição como mais uma forma de identificação desta, digamos, tribo. Nos banners gigantes
- uma forma de comunicação rápida , colorida e efetiva - a sensação de grandeza – do pavilhão e do evento – sem deixar de serem leves, fáceis de se fazer entender, fáceis de se localizar:a Praça de Alimentação virou
Comer, Setor de Roupas virou Vestir, Artesanato, Lembrar. Para que ser tão obvio se pode ser mais? Os verbos, extrapolados em seus significados, apareceram ainda em standes
diferenciados. Comer, sentir, apoiar, ver, mostrar, aprender, namorar
- tudo cabe dentro deste universo. Afinal, como disse um blog, "você pode fazer de tudo na feira da sapatilha...até comprar". |
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Atração à parte Os
adesivos de piso merecem um capitulo à parte. Inéditos na cidade (não o serão em feiras e eventos em geral?), trouxeram para o evento o inusitado, a interação com o público, a identificação
com seu usuário. Não seriam a própria representação da dança, com seus movimentos, sua jovialidade, sua cor? Grandes , coloridos, divertidos, receberam os convidados logo na entrada e se esparramaram pelos
corredores, quebrando a mesmice das tradicionais passadeiras. E, de quebra, marcando os chamados espaços interativos: adesivos gigantes em forma de alvo
marcando espaço para apresentações na Praça de Alimentação (tecidos acrobático, dança de rua, performances, etc.), ou "tapete"para sentar ao chão e assistir as disputadas apresentações do palco. |
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Pequenos oásis Espaços alternativos,
mais condizentes com o perfil dos freqüentadores, foram criados levando em consideração o uso múltiplo e a integração: é o caso do Workshop, que se viu transformado em espaço cultural, acompanhado de
uma livraria e lobby, num grande ponto de encontro. Até os lugares onde não se pensava encontrar novidades foram contemplados: stands ganharam acabamento diferenciado, que, na área de
alimentação,acompanhados de toldos verdes marcando as lanchonetes , formando uma grande praça: ponto de encontro, de descanso, de diversão. |
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E o que se dirá dos pequenos estares, onde bancos (aqueles, de praça!) e plantas trouxeram encontro, aconchego e
alivio aos mais cansados? Que o digam os milhares de usuários que desfrutaram destes pequenos oásis....
Mais além Até a logomarca
da feira mudou. Baseada na logomarca tradicional, ganhou linhas que indicam maior flexibilidade e movimento, qualidades mais adequadas ao que representa o evento para o Festival de Dança de Joinville, para Joinville e para seus inúmeros visitantes.
E a ousadia não parou por ai: desenhamos produtos alusivos à feira e ao festival – como mouse pads, canecas, jogos americanos, bolsas – que formam desenvolvidos e comercializados pela New Design. É, fôlego para poucos...
Enfim, uma surpresa a cada momento. Diversão, diversificação e encantamento,- para nós enquanto profissionais e, esperamos, para o público - esse foi o resultado deste
Projeto Feira da Sapatilha 2008. E esforço, superação, garra. |
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Festival de Dança: um novo desafio
Mas o desafio não parou por ai. O inesperado convite da diretoria do
Instituto Festival de Dança de Joinville
nos deixou perplexas...e preocupadas, tamanha responsabilidade: fazer a comunicação visual e a ambientação de todo o Festival! Nosso medo foi passando aos poucos, enquanto eles, enquanto diretoria, aprovavam – sem ressalvas – as idéias e os projetos que íamos apresentando.
Pura ousadia Uma decoração moderna, por vezes ousada, tomou conta de vários espaços destinados aos convidados, jornalistas, participantes e grande público do festival. Até a sinalização foi
pautada na boa informação de forma moderna, divertida, lúdica. Móbiles e adesivos - novamente eles! - usados de forma bem diferenciada, complementaram a sinalização. Conforme meu entendimento, "uma
oportunidade única de expressão e maior interação com a cidade, sendo o Festival um evento de prospecção internacional, de extrema importância para o setor e para a cidade. A plena liberdade que nos
foi dada pelo Instituto deu asas à imaginação, mas sem perder o foco", complemento. Eu Vou! Para a comunicação visual, o ponto de partida foi a própria campanha do Festival, assinada pela
Opus, de Curitiba: "Festival de Joinville. Só
não vai quem nasceu para ficar parado", onde postes e árvores ficavam à espera de participar do evento.Np dia do lançamento da campanha, o convite eram camisetas com a marca "Eu Vou
", enquanto postes e outros lugares do estacionamento do local recebiam placas dizendo o contrário. E o "Eu vou"
da campanha formulou o espírito do evento: das camisetas da equipe com a frase "eu faço" aos gigantescos adesivos de piso
que criamos e colocamos em todos os acessos do grande público, uma atração à parte. |
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Pausa para os guerreiros Aqui também
o descanso foi privilegiado. Estares com bancos e plantas estavam por todos os lados, além de grandes pufes onde cabiam a turma toda. Boa conversa, merecido repouso ou pausa para a preparação, lá
estavam eles à espera dos guerreiros. Até um Ponto de Encontro foi montado, sob a cobertura da arena, onde resultados e avisos eram fixados e as conversas rolavam soltas.
Não é de se espantar que estivessem sempre cheios! |
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Até nos banheiros No restante dos
espaços, o uso de uma comunicação visual lúdica, colorida , e por vezes interativa, trouxe dinamismo aos lugares destinados às apresentações, competições e workshops. Muita informação, por todos os lados –
paredes,portas,pisos. Espaços especiais - como salas para convidados, imprensa, seminários - foram adesivadas com seu nome, em letras diferenciadas, enquanto placas recebiam os avisos
de última hora. Nem os banheiros fugiram ao esquema: as portas externas receberem identificação , e as internas e/ou espelhos – e até mictórios, receberam adesivos com textos sobre o festival e
sobre a dança – de hoje e de ontem. Enfim, boa informação por todo lado, mesmo nos mais inesperados! |
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Não estamos sós
E a "arte" atraiu outras artes. Poemas relacionados ao tema , em exposição com curadoria de Marcos Vasquez , receberam o grande público no hall do Centreventos (arena que completa 10 anos de existência, e sede do Festival de Dança desde então) e trabalho lúdico da artista plástica Adriana Volpi
homenageando os patrocinadores, grandes bailarinos, jornalistas e convidados por todo lado. E peças de mobiliário diferenciado, como a Poltrona Coração de Raquel Lola, do Projeto Recria
, além das inusitadas peças da Freso - Poltronas Joker e os bancos Goma , estes de Renata Moura , recebendo bem convidados especiais
e jornalistas. Todos, enfim, artistas ou não, complementando de forma primorosa o trabalho como um todo. Mais uma vez encanto e surpresa por todo lado. Valeu também a predisposição em ajudar , seja
de toda a equipe do Festival, seja do próprio mantenedor do local, e até dos fornecedores contratados. Formamos, sim, uma Grande Equipe! |
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Durou pouco
Foram poucos meses de trabalho mental, e poucos dias de trabalho frenético, detalhista, incansável. Mas valeu. Valeu pela experiência Valeu pelo resultado visto nos olhares perplexos, nos comentários
de bastidores, no interesse na imprensa. E mais ainda pela novas amizades. E pelas velhas, agora fortalecidas. Até o próximo desafio, nestas páginas ou em algum evento por ai!
"O importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia" (Clarisse Linspector).
Joyce Diehl |
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(*) Joyce Diehl (e)
é Arquiteta com mais de 20 anos de experiência, seja em projetos, obras, detalhamentos , vendas ou acabamentos. Atualmente se divide entre a carreira de arquiteta, a coordenação geral da
www.revestir.com.br, a
caminhada de mãe e as recém iniciadas aulas de Jornalismo. Rejane de Oliveira Machado (d)
é Designer de Produto formada em Joinville, e desde 2003 atua na RM Design no desenvolvimento de projetos de produtos/móveis, decoração de interiores, comunicação visual, criação de marcas para empresas e consultorias. Uma incansável perfeccionista. Ainda bem.
Ambas foram indicadas pelo Núcleo de Decoração da ACIJ – Associação Comercial e Industrial de Joinville, para desenvolver o projeto da Feira da Sapatilha à convite do
Instituto Festival de Dança de Joinville. E contratadas posteriormente pelo próprio Instituto para fazer também o trabalho junto ao Festival de Dança. Um agradecimento especial à
Adriana Volpi que, de "simples" artista voluntária à "pau para toda obra" foi um pulo, destes leves, de bailarina.Da decoração aos produtos, também em parceria com a New
Design.Inclusive montando um blog imperdível sobre todo o trabalho : www.festivalemcores.blogspot.com |
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Revista Conceito Mosarte (novo)
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Revista CASA & Construção Nº 21 |
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