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Os móveis não são mais os mesmos
Novas tendências traduzem uma nova era |
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- Passeando entre as coleções de móveis lançados este ano, o que se vê são tendências claramente notadas também em revestimentos , metais, louças. Mas ,que tendências são essas? Linhas horizontais, cortes retos,
formatos amplos, brilho, veios salientes, uso de material reciclado/vel.
- Mas de onde vem tudo isso? Qual a "lógica" – se é que podemos usar este termo – de cada uma? Tenho uma visão apropriadamente minha sobre cada uma delas.
- Linhas horizontais
nos remetem a grandes horizontes, e todo o aconchego que isso nos trás. E essa tendência - que já se viu nos revestimentos e seus formatos ou na forma em que são colocados - aparece nas grandes (imensas!) e confortáveis gavetas, nas revisitadas cabeceiras de camas, nos desenhos de cozinhas contemporâneas. A grande vantagem é a amplitude do local, uma idéia de imensidão sem fim, de um teto mais baixo e mais nosso.
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- O minimalismo – aqui traduzido em "menos é mais" , já citado por João Armentano, mostra que desenho e função podem – e devem – andam juntas. Então, chega de rebocos, de excessos, chega de coisas vãs. As
linhas vem retas ou orgânicas, de detalhes poucos, os móveis menos ainda, mas de uma funcionalidade incrível. E os mestres desta tendência são os móveis destinados aos até então desconhecidos home theaters.
Poucos e bons traços, poucos e bons usos.
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- Outra tendência "óbvia" é o brilho, que pode vir do vidro (repensado, colorido, em grandes painéis), de laminados especiais recém lançados pelo setor, pode vir do laqueado. Descartado por longos
anos – pelo menos em termos de mobiliário, já que sempre esteve presente em louças, metais e revestimentos cerâmicos - volta à tona, por vezes lembrando glamour, por vezes trazendo modernidade,
e sempre – sempre ! – compondo com outros materiais. Com a madeira (ou laminados), um destaca o outro, um acrescenta ao outro. Com alumínio, modernidade pura. Colorido, encanta pela versatilidade e
jovialidade. E sempre se destaca.
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- A madeira
com seus veios salientes é outra proposta que veio para ficar. Apareceu - e aparece - em lançamentos de revestimentos cerâmicos, laminados, em produtos reciclados/veis, em tampos de cozinhas, de mesas, em detalhe ou peça inteira. Trazem ares extremos; envelhecidos ou alto brilho. Se vieram para ficar, ninguém sabe, mas apostam que sim.
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- As camas
são um caso (de amor) a parte: leves, retilíneas, sem frescuras. "Soltas do chão", parecem por vezes flutuar. E vem bem acompanhadas dos seus parceiros já conhecidos: mesinhas de cabeceira (os famosos criados mudos) e a cabeceira em si. Os indispensáveis criados mudos – agora não tão mudos – roubam a cena, vem diferenciados para cada usuário , mostrando, enfim, que homens e mulheres tem gostos – e necessidades – bem diferentes. As novas cabeceiras trazem acabamento, trazem continuidade, trazem aconchego, trazem apoio, e arrematam tudo com beleza e graça.
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- Pequenos detalhes podem passar desapercebidos. Mas não deveriam: fazem toda a diferença e nos mostram o que é realmente um bom design. Podem ser sutis, como uma brincadeira com as lâminas
– sublime revisita às antigas macetarias . Ou cantos arredondados (já vimos isso, no passado) , não como forma vanguarda, contrária, mas detalhe delicado que faz toda a diferença.
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- E os puxadores... ah, os puxadores davam um capitulo à parte. Não são mais imparciais, coadjuvantes. Vem em formatos extremos – mínimos ou extremamente alongados – e nos ensinam que com uma simples
estratégia de colocação faz com que os móveis pareçam outros, vindos de outro mundo, de um mundo que percebe e admira mudanças. Perdem a tradicional posição de meio , ganham as pontas, ganham as laterais, ganham
todo o espaço. E dão vida. Pelo formato, posição ou material – peles, metais...cristais!
- Enfim , um apanhado de boas idéias, já bem difundidas entre os fabricantes, entre elas a de encantar. E conseguem.
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