Em minha última coluna falei do
Romantismo
que cerca as coleções de todos os setores de acabamentos, e todo o seu lado feminino.
Contrapondo a este movimento, aparece o outro lado, do urbano, da cidade , do ser funcional, do
"ser clean", do ser minimalista, das formas geométricas, dos grandes planos, do tão falado sentimento contemporâneo. Enfim, essencialmente masculino. Mas nem por isso frio e calculista:
a cidade pode ser, sim, receptiva.
São características deste movimento a simplicidade das formas, do uso inteligente, das grandes soluções. Enfim, formas perfeitas, sofisticadas
, tecnologicamente evoluídas, mas sempre remetendo aos elementos naturais.
Nas passarelas 2005, cores neutras,
cortes simples,traços retos - sem deixar de ser confortável. A vida urbana é, sim, um pouco de tudo isso.
E onde vemos isso nas novas coleções??
• nas extraordinárias formas retas de louças e metais;
• nos metais de desenhos puros, limpos, extremamente funcionais;
• nas coleções de revestimentos que lembram a modernidade do aço, da ferrugem de seus pisos, do cimento de suas cidades;
• nas
formas retangulares que parecem em todas as coleções de revestimentos lançadas - agora revisitadas em sua colocação horizontal, retilínea, plana;
• em listras fortes e
contínuas - como códigos de barras – que aparecem em tecidos, faixas de revestimentos , mosaicos;
•
nos sistemas de casa inteligente e/ou controladas por controle remoto;
• nos linhas horizontais de móveis e puxadores;
• na modernidade
no inox e do aço escovado dos eletrodomésticos;
• nas cores off white das tintas, nos cinzas tão em voga;
•
nos tecidos secos
em seus tons de cimento,de ferro, nos seus tons neutros - mas fortes!
Enfim, ser urbano é ser prático, ser funcional. Mas sem deixar de viver...
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