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Uma visita às feiras da moda casa podem revelar mais do que se imagina
Por Joyce Diehl (*) |
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Bastou uma breve visita à ExpoRevestir e Kitchen&Bath para que meus olhos – e meus sentidos – ficassem bem atentos.
O que vem por ai? Quais as tendências que se fortaleceram nas coleções 2008 e quais são novidades para nós?
O que mais esperar do setor de acabamentos? E, principalmente, que tendências tomaram conta de todos os setores – leia-se cerâmico, louças, metais, etc.
Primeiramente, queria dizer que quem disse que não viu novidade nenhuma, está redondamente enganado, ou pelo
menos distraído. Os temas – e nem se pode fugir muito deles – se repetem, é claro, mas vieram relidos, ressurgidos, renovados. A Madeira
, por exemplo, pareceu ser a grande sensação da vez. Re-apareceu em porcelanatos, cerâmicas, painéis, laminados, pisos, paredes, louças (?)...ufa! Mas veio renovada, tratada como elemento ecológico e
principal, desgastada pelo tempo. Veio acompanhada de seu passado, de seus veios, do seu bom uso. Veio de forma direta ou indireta...ou alguém deixou passar despercebida a linha Craft, de
Heloisa Crocco para a Solarium, inspirada nos anéis de crescimento de árvores (To-po-mor-fo-se, aprendi mais uma!)?
Veio em forma de decks, subiu paredes, avançou até os tetos. Fez bancadas, virou cuba, ganhou o chão.
Apareceu nas cerâmicas, nos porcelanatos, ao natural , reproduzida nos cimentícios, em forma de laminados (Duratex) e até em Corian (Produza).
veio sozinha - ou modernizada, acompanhada com frisos metálicos, formando paredes. Veio rústica , veio uniforme, clara ou escura, densa ou suave, cheia de veios.
O Floral
foi outra grande tendência que veio para ficar, e que tem se sofisticado a cada coleção, seja na sua forma
de apresentação, na tecnologia aplicada ou no material utilizado. E não apareceu apenas nos produtos. Sua
feminilidade, sua suavidade e seu carisma estiveram presentes nos estandes – dentro e fora deles, na forma de
rosas brancas (Via Rosa), de quadros decorativos (Inti) a até em uma outra grande tendência da decoração: os
adesivos. A Itagrés foi uma que usou e abusou do floral, da fachada de seu estande até o CD de press-kit. E no nome de novas empresas deu o ar de sua graça!
Nos produtos, vimos um floral de extremos. Não teve meio termo. Um é sóbrio, discreto, formando painéis. Veio forte no clássico preto&branco (ou On Off, conforme a Eliane) ou
em fundos acinzentados, com leves toques de cor. Veio desgastado pelo tempo ou altamente tecnológico, com tecido prensado na peça (Portinari) . O outro, em raros
momento de cor, veio forte, intenso, vivo. Até na forma de colocação fugiram do usual, das faixas continuas: apareceram desconectados, soltos, ou formando
grandes faixas verticais do chão ao teto. Ou completos,feito papel de parede.
O Metal, velho conhecido, veio com outra roupagem, e não dispensou elogios. Viu-se o inox revisitado, o brilho e o
fosco, por vezes hipnótico. Ganhou textura. Ganhou vida. Ganhou espaço. Ganhou as cubas, as pastilhas, o porcelanato. Enfrentou o piso, subiu paredes, foi destaque, peça principal. Ganharam espaço o
bronze o e dourado, em grandes painéis ou apenas em detalhes, seja no efeito lapado ou em arabescos sobre peças, muitas vezes provando que é , sim, feminino.
  Também os produtos naturais tiveram seu espaço nas coleções.
Vieram de forma viva, ao natural, sem releituras ou parentescos. Empresas como a Ekobe e Inti , entre tantas, apostaram em casca de coco, casca de arroz, sementes e até madeira de demolição.
Vieram como detalhes na composição com outros revestimentos, formando painéis ou até revestindo o mobiliário. Deu no que deu: alta decoração com forte apelo ecológico. madeira de demolição cascas sementes |
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sofisticação brilho glamour
Uns
chamam de Óptico, outros hipnótico, outros Sixties. Muitos coloridos, cobrindo paredes inteiras, outros tantos mais discretos, com inserts de cristal. Mas uma coisa é clara: esta nova
tendência, ao meu ver, tem ares de retrô, da procura de um glamour esquecido pelo tempo, seja ele moderno ou clássico. Sofisticação pura. Apostaram nesta idéia: Eliane, Portinari, Portobello,
Via Rosa, em menos ou maior envolvimento, com menor ou maior risco, mas nunca despercebido.
de efeito
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Movimento: não tenho outra palavra para definir o
que vi nos revestimentos. Seja pelo jogo harmônico de formatos, seja pelo volume dado com as peças - ou do jogo delas , o que não faltou foi movimento. Porcelanatos, pastilhas,mosaicos e cimentícios
usaram e abusaram do movimento de suas peças, da força de suas texturas, da colocação diferenciada, do jogo de volumes. Talvez a inspiração sejam as próprias pedras, talvez da própria natureza. Ou de
ambas.
Nada mais interessante do que se ater às Formas apresentadas nas feiras. Setores como louças e metais, além
de outros menos "óbvios", como banheiras e coifas não deixaram por menos. Podem vir de linhas retas ou totalmente orgânicas, mas sempre delicadas, delgadas, detalhadas.
Banheiras deram um show à parte, sejam delas de resina (novidade de Rubens Szpilmann), Corian ou acrílico.Passam de passivas à ativas dentro de qualquer sala de banho.
E o que dizer das cubas? Ganharam novas formas - algumas inimagináveis até então - e novas cores, mas sem
esquecer sua digna função. Já nos metais, ganhou quem apostou fundo, sem medo de ser feliz.

Madeira, inox, Corian, cristais, resina (sozinha ou com cascalho, como fez a Gyotoku), porcelanato são Materiais
encontrados facilmente no mercado. Mas o que viu foi o uso deles de forma não tão esperada: cubas e bancadas de Teca e de Corian
, nos formatos e usos mais inusitado; bancadas inteiras de inox, seja na cozinha ou no bar, incorporando as cubas; lavatórios de porcelanato. Cristais em depuradores. Banheiras totalmente feitas de resina.
O que virá por ai?


Não é de hoje que falo – e me admiro cada vez mais – dos estares por todos os lados. Meus oásis
, como costumo chamar. Ainda mais em feiras, onde pausas são tão necessárias - para conhecer,decifrar, conhecer, trocar idéias, se encantar.
Aconchegantes, lúdicos, práticos, óbvios ou não, tinha para todos os gostos e conceitos, do minimalista ao intimista. E lá estavam eles por todo lado: bancos de madeira, cadeiras de mármore, confortáveis
poltronas de fibra, pûfes leves e versáteis – em madeira, couro, laminados - , aconchegantes futons, mesas fartas – em tamanho e em conversa.
A Roca inovou : fez de seus bacios , bancos, onde se podia sentar, escutar músicas, pensar na vida...Para os menos "ousados", bancadas em torno de coqueiros revestidos de cerâmica, lembravam uma praça.
Mais do que apresentar seus produtos e encantar com suas novidades, os estandes nos acolheram. Benditos sejam! As novidades não param ai, então até a próxima!
Joyce Diehl PS.:
Não posso deixar de agradecer às assessorias de imprensa e aos interessados de plantão, sempre tão incansáveis e prestativos. Sem vocês,
nosso trabalho seria triste, enfadonho e perdido. Meu mais sincero muito obrigada mais uma vez! |
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